G1: Reconhecimento facial passa a ser usado em 14 aeroportos

Objetivo é combater o tráfico e o contrabando.
Câmeras identificam rostos de possíveis alvos a partir de qualquer foto.

Começaram nesta quinta-feira (28), em Brasília, os testes de um sistema de reconhecimento facial que aeroportos brasileiros vão usar no combate a traficantes e a contrabandistas.

Carrinho cheio de mala, quem vem de fora já sabe: pode ser barrado pra inspeção na Receita Federal. Vai depender do “desconfiômetro” dos fiscais.

Mas essa checagem individual e aleatória está chegando ao fim em pelo menos 14 aeroportos do Brasil, graças à tecnologia. Câmeras ligadas a um computador que identifica os rostos de possíveis alvos e cruza com informações da Interpol e da própria Receita.

A identificação é feita a partir de qualquer fotografia – a do passaporte ou uma copiada da internet, por exemplo. Na hora do desembarque, a máquina entrega.

Quem não tem nada a declarar também não tem nada a temer. O sistema só vai apontar suspeitos: possíveis traficantes, contrabandistas, gente que tenta passar pelo “canal verde” com malas cheias de muamba.

É possível alguém ser identificado porque está viajando com frequência acima da média, com muitas malas. Mas isso não significa culpa automática. Significa apenas que o passageiro será inspecionado; e, se tudo estiver legal, a liberação é imediata.

Para testar o sistema, o repórter usou cabelo, barba e bigodes de mentira. A máquina não se enganou. Em menos de um segundo, fez a identificação.

Mas qual é o segredo do equipamento?

“Essa máquina trabalha com a medição da geometria do rosto das pessoas. São as proporções faciais que fazem, que montam a característica única de cada pessoa, assim como é na impressão digital, não é?”, explica Felipe Mendes Moraes, divisão de Controles Aduaneiros Especiais.

“Nós precisávamos ser mais precisos, mais técnicos na identificação das pessoas alvo do nosso processo de seleção e fazer isso de maneira mais rápida possível, perturbando minimamente o fluxo de passageiros”, diz Ronaldo Lázaro Medina, subsecr. Aduana da Receita Federal.

Fonte: Portal G1

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